
08 de dezembro – Férias!
- Bom Dia! – eu tirei minha mascara e me espreguicei
- Bom Dia coisa Linda! – a Alice respondeu animada saindo do banheiro
- Que humor todo é esse?
- To feliz!
- Por quê?
- Geralmente quando algo de bom ou ótimo como no meu caso, as pessoas ficam felizes – ela se sentou em sua cama.
- Você e o Pedro…
- Nos estamos mais feliz do que nunca! – ela se deitou na cama, eu rir.
- Eba! Finalmente acabou meu sofrimento
- Seu sofrimento?
- é, você e o Pedro viviam brigando o tempo TODO! Era muito chato
- Insuportável!! – ela jogou o travesseiro em mim e eu joguei de volta!
Eba! Guerra de travesseiros! A Carla entrou no quarto vendo aquilo
- Hey! Para! Vocês já arrumaram suas coisas?
- Não, putz esqueci! – dei um pulo da cama e corri para o meu guarda-roupa
- Roberta não precisa
- Cadê as minhas roupas? – abrir meu guarda-roupa não encontrando nada
- Na mala
- Quem pegou?
- Eu queria te dar um bom presente de natal, então dobrei suas roupas – a Carla gargalhou
- Não acredito! Você bagunçou minhas roupas! – eu pulei em cima dela que começou a gargalha junto com a Carla, eu também entrei no meio.
- Hai Roberta para você tá bagunçando um cabelo!
- Vem me ajudar Carla – ela mesma veio correndo para cima da gente e começou a bagunçar os meus cabelos – eu pedir pra me ajudar
- Então tava dando uma forcinha – ela gargalhou
- é?! Então aguente as consequências! – comecei a fazer cócegas nela e a Alice me ajudou
Depois de muita palhaçada no quarto, me arrumei e fui encontrar “o amor da minha vida” que estava me esperando em frente ao colégio. No caminho encontramos o Jonas muito irritado e o Binho atrás dele
- Binho – puxei seu braço
- Oi? – ele sorriu pra mim
- Por que você fez aquilo?
- Por que eu quis
- Não foi culpa sua. você odeia colégio e agora vai te que ficar aqui
- Roberta eu to apaixonado e não quero me distanciar da minha branca de neve – ele estava se referindo a Pilar
- Mas a culpa foi minha, eu que tinha que pagar com as consequências.
- Vai curtir suas férias que eu vou curtir a minhas também
- No colégio? Jura?
- Você vai ver, vai ser as minhas melhores férias.
- Nossa como você mudou muito mesmo
- E pra melhor – a Carla disse depois de muito tempo calada nem percebi que ela estava ao meu lado
- Com certeza – a Alice disse
- Ta bom agora tenho que ir
- tá, tchau! – ele continuou seguindo o caminho do corredor
- Foi você que causou tudo isso?
- ér… ér.. os meninos estão esperando a gente lá fora, vamos! – eu segurei minha mochila e sai correndo, a Carla veio logo atrás
- Robertaaa – a Alice veio correndo toda delicada atrás da gente
Chegamos em frente ao colégio e vimos os meninos esperando a gente
- Vamos?
- Agora!
- Férias! – o Tomás jogou seu chapéu para o céu
- Férias! – gritamos juntos.
Fim da 1° temporada aguarde há 2° que ira estreia dia 26 de março.
O resto do ano até que foi legal, a Carla teve que ir morar com sua irmã por um tempo por causa da gravidez, mas ela só poderia ficar nos fins de semana, a Silva e o Leonardo gostaram tanto da Márcia que decidiram adota-la, a mesma ficou muito feliz com a notícia. Meu irmão chatolino ganhou uma bolsa de estudo no Canadá,fiquei muito feliz por ele e com certeza meu pai ficou muito orgulhoso dele. Mas claro que em tanta alegria tinha alguns conflitos Tomás e Carla brigaram por ciúmes besta (na minha opinião) ele achava que ela está se preocupando mais com a sua nova irmã do que com ele, ficaram umas duas semanas sempre brigando mais logo eles voltaram. Alice e o Pedro também brigaram e foi por quase o mesmo motivo da briga de Tomás e Carla, a Alice achava que o Pedro se importava demais com seus amigos e a deixava de lado e eles foram o pior de todos ficaram uns dois meses brigados e era o maior saco aguentar eles brigando por qualquer besteira. E praticamente a distancia entre eles só aumentou por que o Pedro tem seu orgulho besta e só iria voltar para ela quando ela assumisse que o erro, e as que as coisas só pioraram por que a Alice se pareceu mais forte do que nunca e também não iria admitir de jeito nem um que ela estava errada. Eles estava brigados mais ao mesmo tempo próximo, a qualquer momento eles poderiam voltar.
07 de dezembro – sexta-feira – 20:42
- E ai galera vamos para o ensaio?
- Vamos lá
- Eu não posso demorar muito tenho que fazer minhas unhas ainda hoje – a Alice disse olhando para as mesmas
- Pra que? Suas unhas estão ótimas como sempre
- Amanhã temos show e eu não posso aparecer como uma mendiga – ela encarou o Pedro que também fez o mesmo
- Vish vai começar briguinha de novo?
- Nem, vamos logo por que não tenho o tempo todo – ela jogou os cabelos para trás e seguiu andando feito uma patricinha, eu sei que ela é uma patricinha, mas agora está pior do que antes!
Seguimos o caminho para o porão, era a ultima vez nesse ano que iríamos tocar ali, pois amanhã já iria ser férias e também iríamos fazer show. Eu vi uma lavanca e uma plaquinha indicando “sensor de incêndio”, olhei para o Diego balançou a cabeça em forma de confirmação, esperei toda a galera caminhar mais um pouco e então puxei a lavanca soltando o sensor de incêndio molhando tudo. Nossas roupas ficaram completamente molhadas e não sei o porquê mais o Diego me carregou abrir os braços e ele me girou e nos beijamos no meio do corredor, até que foi engraçado por que todos já tinham fugido só eu e ele estávamos ali. O Diego me colocou de volta no chão e segurou minha mão saímos correndo pelo corredor. O Jonas iria ficar irritado mais só a ultima reclamação dele não iria fazer mal alem do mais ele não poderia saber que foi eu. Tivemos que ficar no jardim até saberem que não havia incêndio nem um. Do nosso grupo pelo que eu vi, só estava o Tomás e a Carla e eu e o Diego sentados na grama. Até que vimos duas pessoas em nossas direções.
- Posso saber quem foi que fez esse absurdo? – o Jonas ficou muito irritado como já imaginava - “silêncio” – Não vão falar não? - “silêncio” – Todos vão receber uma punição! – não podia deixar isso acontecer
- Fui eu! – me entreguei
- Não, fui eu! – o Diego tentou me livrar
- Parem de brincar! Quem foi o responsável por alagar meu colégio inteiro?
- Eu doutor Jonas – o Binho se entregou
- Como eu já imaginava!
- Eu já disse que foi eu! – me entreguei mais uma vez
- Para Roberta! quem foi que provocou o incêndio foi eu! - disse o Diego
- Nada disse foi eu! – disse a Carla
- Mãe, foi eu – disse o Tomás
- Vamos para com essa bagunça agora! – Leila colocou ordem
- Parem de querer livrar o Binho! eu vou perguntar a ultima vez quem foi que causou todo esse caos no colégio?
- como eu já disse foi eu, se não quer acreditar … – o Binho se entregou mais uma vez
- Não me faça perder a paciência, vamos resolver isso em minha sala agora!
- Jonas a sua sala está toda alagada esqueceu?
- ér.. ér.. sim, mas então o que vamos fazer com você Fabio? Sinceramente não vejo outra alternativa a não ser te expulsá-lo do colégio
- Jonas manera, estamos na frente de todos os alunos, a gente resolve isso amanhã.
- Tudo bem, e o que vamos fazer agora?
- deixa comigo. Alunos, quero que aguardem por uns minutos até tudo estiver controlado
Ficamos foi horas no jardim, até que cochilei no colo do Diego mais tive que acordar por que já estava tudo resolvido.
20 de junho – quarta-feira – 05:44
Acordei com o toque do meu celular, sorte que tinha colocado em um volume não muito alto. Eu estava dormindo com a minha cabeça deitada no peitoral do Diego que ainda dormia, achei melhor não acorda-lo. Me levantei da poltrona onde estava e peguei minha pequena bolsa, abrir a mesma e peguei meu celular tinha recebido uma mensagem:
“Roberta, vem logo eu já estou aqui fora te esperando” – peguei minha bolsa
Dei um selinho no Diego e sai praticamente correndo mais com muito cuidado para não acorda-lo. Quando fechei a porta me deparei com a Carla e o Tomás
- Vocês não vão acreditar?
- No que? Que o Diego acordou?
-Como você sabe?
- Você enviou umas dez mensagens para o meu celular avisando a mesma coisa
- A é eu me esqueci
- Ta pegando a doença da Eva viu
- Que doença?
- E alem do mais ta ficando lerda, é as coisas mudaram
- Besta! –bate em seu ombro
- Mas não muda a força né? – gargalhamos
- Bom eu tenho que entrar antes que meu pai chegue
- Vou ficar lá fora com a leoa aqui esperando ok?
- Ok, ai não acredito que vou ver meu maninho! – ela disse entusiasmada
- E por que você não ficou no meu lugar?
- Você estava precisando mais do que eu
- Obrigada – eu a abracei
O Diego me pediu em namoro e eu obvio que aceitei seu pai não concordou mais ele o enfrentou e o Leonardo aceitou mesmo não querendo, mas com a ajuda da Silvia que conseguiu convencê-lo. Minha mãe tinha que fazer um show em Belo Horizonte e nossa banda iria fazer a apresentação outra vez, mas nas ultimas horas deu errado, a Eva acabou torcendo o pé. Tivemos que apresentar o show por completo e vou confessar estava mio que nervosa, mas na hora em que eu entrei no palco e vi a galera vibrar me soltei por completa. Passamos resto de nossas ferias em BH mais voltamos por causa das aulas. Estávamos fazendo muitos shows por todo o pais todos os finais de semana tinha algum para a “Banda RebeldeS” fazer. Tinha vezes que tivemos que sair na sexta-feira, pois tínhamos que viajar para fora do estado, o Jonas ficava muito irritado com isso mais a Leila sempre dava um jeito de convencê-lo.
22:43
- Enviei! – fechei o flip do meu celular
- ele respondeu o que?
- Ele está lá com a pimentinha
- Por quê?
- Ela ficou vermelha de verdade - rir
- O que aconteceu?
- Seu pai não deixou ficar aqui com você
- E como você tá aqui?
- Adivinha?
- Há a Carla fingiu que passou mal?
- Não ela passou mal de verdade
- E como ela tá? Tenho que vê-la – ele queria se levantar mais não deixei
- Calma ela está bem
- Mas você mesmo disse que ela passou mal… – o interrompe com um selinho
- Shiii… Ela está bem
- E você está aqui comigo
- Sim e sempre vou está, fui muito idiota em te deixar todos esses momentos sozinho… – agora foi a vez dele me interromper roubando me um beijo.
- Você é a coisa mais linda da minha vida
- E você é tudo que eu sempre quis
- Vem comigo pra ser feliz?
- Você é o melhor pra mim
- Sempre vai ser – o beijei mais uma vez, ficamos nós olhando – Meu Deus eu esqueci!
- Do que?
- Você acordou e eu estou aqui com você e esqueci de avisar aos médicos – eu ia saindo mas ele puxou meu braço
- Não precisa
- Precisa sim Diego, eles têm que saber que você acordou.
- Mas você já avisou ao Tomás
- Mas ele não é medico e dera ele saber algo sobre medicina – ele riu
- Deixa quieto se não eles vão passar algo para dormir e eu não quero, eu quero é ficar com você aqui acordado
- Tá… Mas amanhã cedo eu tenho que ir embora por que se seu pai me pagar aqui é capaz de me matar
- Você tá com medo do Leonardo Maldonado?
- Nunca! Mas ele tem razão eu já fiz você sofrer demais, e …
- E esquece tudo, é passado.
- Um passado impossível de esquecer
- Pelo menos não fica se culpando
- E tem como?
- Pelo menos por mim
- Por você eu faço TUDO! – nos beijamos mais uma vez
21:48
Cheguei ao hospital e me deparei com o Tomás abraçando a Carla
- E ai já ta na hora? Eu vou lá – ia saindo
- Calma aê minha filha! Ainda não está na hora
- é Roberta, o medico está lá dentro.
- Fazendo?
- Não sei exatamente
- Eu me lembrei de tudo, nossa foi horrível e só de pensar que foi tudo culpa minha eu me arrependo de ter nascido.
- Não foi culpa sua
- E além do mais se não fosse por nossa leoa aqui – o Tomás me abraçou de lado - nossas vidas não seria tão legal como é
- Eu trago coisas horríveis para suas vidas
- Tá doida? Minha vida nunca teve tanta aventura assim – eu rir
- Alguma noticia sobre a galera?
- O Pedro saiu pouco antes de você chegar e a Alice você já sabe né?
- Ela queria vim também
- E o que você fez?
- Tive que fugir né? Não tinha outra saída
- E você fugiu com o braço engessado?
- Não impediu em nada – eles riram
- Você é muito louca – eles balançaram a cabeça em forma de negação
- Com licença - Uma enfermeira apareceu – ér.. Carla Maldonado?
- Sim? – ela se aproximou
- Já pode entrar no quarto, pois o doutor já saiu.
- Ta bom – quando a enfermeira deu as costas a Carla começou a segunda parte do plano, ela engoliu um comprimido que a deixaria dormir por pelo menos duas horas – hai hai eu não to passando bem – ela se jogou nos braços do Tomás fingindo ter desmaiado ou o remédio já estava fazendo efeito
- Por favor me siga vamos leva-la para emergência agora – a enfermeira ficou desesperada, o Tomás a seguiu para a emergência com a Carla em seus braços e eu atrás deles
- E.. e… e do Diego? Quem vai passar a noite lá? – andávamos depressa
- A Roberta você pode ir, não pode? - ele perguntou olhando para a enfermeira
- Pode, só basta assinar esse papel confirmando a sua presença – ela me entregou.
O Tomás entrou na enfermaria e a Carla foi colocada em uma maca sendo examinada. Eu assinei as pressas
- Cuida dela viu – eu falei antes de sair correndo para o quarto onde o Diego estava.
Entrei no quarto e vi ele sem aqueles aparelhos todos que estavam. Empurrei uma poltrona para perto da sua maca e me sentei nela, mas a maca estava um pouco alta e não queria mexer, pois poderia piorar as coisas, mas do que já tinha piorado então achei melhor deixar quieto. Fiquei de joelhos na poltrona e acariciei seu rosto. Ele estava com uma carinha linda de anjo, na verdade ele é um anjo que veio na terra para me proteger de tudo nas horas boas e ruins ele estava sempre perto de mim, pois em tudo que iria fazer ele me ajudava. Eu percebi que o amava antes como amigo, agora como o meu amor – deitei minha cabeça em seu peitoral - Ele mudou a minha vida, ele me fez mudar para uma pessoa que nunca fui antes, demorei muito para perceber isso mais com o tempo eu já sabia e não tinha coragem para admitir, no fundo estava morrendo de medo de magoar a ele não a mim, pois já estava sofrendo muito tentando evita-lo. Ele sempre esteve ao meu lado em tudo que precisava e muitas dessas vezes eu fui grossa arrogante, impaciente e muitas das vezes eu fui burra. Burra por não saber o que sei, mas burra por não admitir tudo o que eu sentia, demorei muito tempo agora acho que perdi tempo demais, nada nunca saia como eu queria, também nada do que eu queria era o certo.
Me lembrei de uma música e comecei a cantar baixo
Faz muito tempo que eu te vi
Pela primeira vez e tanta coisa já mudou
Ainda lembro de você
Daquele seu jeito de ser
Isso quase nem mudou
Eu não sei, eu nem imaginei
Eu nunca acreditei que isso iria acontecer.
Vou parar o tempo pra dizer
Tudo que eu sinto por você
Por você.
Vou parar as horas pra encontrar
O melhor jeito pra dizer quero você
Quero você…
Chorava mais ainda com minha voz baixa
… Eu fico olhando pra você
Ainda tentando entender
Porque não deixei isso acontecer.
Será que é tarde demais – sentir algo no meu cabelo, mas continuei cantando
Eu vou fechar os olhos pra não ver
Que perdi você… – parei um pouco estava quase sem respiração de tanto chorar
- E nunca vai perder – estranhei a voz, me virei para o lado vendo o Diego acordado.
- Diego você acordou? É sério isso mesmo? – me levantei da cadeira, e o abracei.
- Hai ta me esmagando – ele resmungou então parei de abraça-lo
- Desculpa, só ainda não estou creditando que você acordou - toquei em seu rosto, ele enxugou minhas lagrimas.
- Mas é muito sério, não poderia te deixar sozinha – ele sorri para mim foi o melhor sorriso que já vi na minha vida, retribui o sorriso.
- Você sempre preocupado comigo né? Por que não cuida da sua vida? - brinquei
- Por que sem você ela não vai ter sentido – eu quase me desabei ali
- Acho que estou vivendo em um conto de fadas
- Não
- Então estou no país das maravilhas – ele gargalhou
- Acho que essa frase cabe perfeitamente para a Alice
- Mas agora é comigo, por que estou com você aqui e está tudo bem, não é maravilhoso?
- Só se for você
Como já tinha perdido tempo de mais, me abaixei ficando mais próxima dele, ele me olhava com aquele seus olhos lindo me fazendo perder o sentido completamente e o beijei.
Música: Tudo o que eu sinto Banda: CW7
O doutor chegou à sala de espera com uma ficha na mão eu me levantei rapidamente
- Como ele está doutor?
- Você é parente do paciente… – ele olhou na ficha
- Diego Maldonado? Ele é o meu filho
- Senhor sinto-lhe informar mais o caso do paciente é estável, não vai ser mais necessário os apara-relhos.
- Então quer dizer que ele pode acordar a qualquer momento? – a Carla chegou mais perto de nos
- Sim, como tinha dito antes o caso dele já está sendo controlado.
- Que ótima noticia!
- Será necessário que uma pessoa passe a noite ao seu lado em observação
- Eu posso ficar!
- De jeito nem um! Já basta tudo que você fez
- O que eu fiz? – a Carla me puxou para um canto enquanto todos continuavam conversando
- Você não lembra?
- Não… Minha cabeça dói muito de tentar lembrar
- Ela ficou assim por causa dos medicamentos que o doutor te deu, mas logo vai passar – a minha mãe chegou perto de nós
- Mas já ta passando
- Eu tenho um plano
- Me conta, eu faço tudo que for preciso para ficar perto dele.
{…}
- Pai, eu posso ficar. – a Carla se aproximou deles
Por um segundo o Leonardo e a Silvia olhou para mim, hora do plano.
- Mãnhe eu não quero ir
- Roberta você já incomodou demais vamos! – ela puxava meu braço
- eu quero ficar perto dele!
- Não! Você vai comigo agora! – ela aumentou o tom de voz
- Sério que você vai fazer isso?
- Muito Sério! Vamos! – ela me puxou
Eu apenas acenei para a Carla, que retribuiu e piscou discretamente para mim.
21:25
Ligação On:
- Pode vim
- Eles já foram?
- Já sim
- Então tá to indo
- Ta bom estou esperando você aqui
-Obrigada – nossa eu estava muito mudada mesmo
- Não tem de que
Ligação OFF
Tinha que voltar para o Hospital imediatamente, na verdade nem era para eu ter saído de lá, mas minha mãe conseguiu me convencer de verdade que era melhor eu comer algo para poder ficar a noite acordada.
O motorista estava a minha espera, no caminho eu relembrei de tudo que tinha esquecido, e para mim foi um dos piores momentos da minha vida:
“Estava indo meus olhos já estava cheios de lagrimas e com a minha correria estava escorrendo pelo meu rosto, alguém gritou meu nome olhei para o lado vendo uma moto que vinha em minha direção em alta velocidade e algo me empurrou para frente com bastante força indo para frente quase voando…” - fechei meus olhos tentando esquecer tudo outra vez, mas não era tão fácil assim, pois o Diego estava nesse estado por minha culpa, minha culpa como sempre, sempre eu.
19 de Junho – terça-feira – Hospital
Após a enfermeira ter trocado o curativo do meu braço colocando um menos pesado eu já estava liberada. Minha mãe assinou algum papel e conversou com o medico acho que estava dando algumas instruções de sei lá o que. Na hora da saída eu avistei na sala de espera a Carla chorando e a Silva tentava acalmá-la que parecia não funciona. Eu corri até elas
- O que aconteceu?
- O Diego…- não esperei ela terminar de falar
Sai correndo pelo corredor e vi uma porta com uma plaquinha escrito “Paciente: Diego Maldonado” meu coração se apertou mas tinha que fazer aquilo. Abrir a porta lentamente e vi o Diego com a cabeça enfaixada e vários arranhões em seu rosto e nos braços e vários aparelhos sobre ele. Uma lagrima caiu automaticamente do meu rosto, fiquei paralisada por vê-lo daquela forma. Leonardo estava ao seu lado e me olhou meio que assustado com a minha presença
- O que você está fazendo aqui? Não já basta tudo que fez pra ele agora vem atormenta-lo
- Eu não queria… – me aproximei dele – o que aconteceu? – não me lembrava do que tinha acontecido.
- Sai agora desse quarto! – ele ordenou mais eu não o obedeci
Cheguei mais perto do Diego e segurei sua mão, o Leonardo tentou me retirar do quarto mais eu só sabia chorar e me debatia para não sair.
- Me deixa vê-lo, por favor! – eu estava desesperada, chorava muito.
- Roberta – minha mãe entrou no quarto e me segurou em meus braços
- Me deixa ver ele! – eu grita
- Coloca ordem em sua filha! – o Leonardo ainda tentava me por para fora do quarto
- Roberta vem! – me puxaram para fora do quarto
Me levaram de volta para sala de espera me encostei na parede e deslizei até chegar no chão e chorava muito. A Carla se agachou ficando de frente para mim
- Foi tudo culpa minha – ela enxugava minhas lagrimas
- Não foi, Ele é forte – ela se sentou ao meu lado e me abraçou
Percebi que o Leonardo, a Silva e minha mãe estavam nos observando. Minha mãe tentou varias vezes me levar para casa mais não iria sair em quanto o Diego estivesse totalmente bem. Ela ligou para o Franco avisando que iria ficar aqui comigo e claro ele reclamou um pouco mais minha mãe deu um jeito.
18 de Junho – segunda – 18:39 - Hospital
Narrado por Roberta:
Acordei sentindo uma enorme dor na minha cabeça e ouvi uma voz conhecida que me fez abrir os olhos lentamente
- Doutor ela está acordado – minha mãe disse virando para o lado olhando o doutor que estava mexendo em algo
- Que bom assim não vai precisar da essa injeção
- O que? Injeção? Não! – eu fico apavorada só de falar a palavra “injeção”
- Calma que não vai precisa mais – ele se aproximou de mim ficando do outro lado da maca
- Mãe eu estou com muita dor na cabeça
- É efeito da pancada que você teve
- Já, já vai passar filhinha.
- Eu vou pedir para a enfermeira te entregar um medicamento e amanhã você já vai está liberada
- E esse braço? – minha mãe se referiu ao meu braço que estava engessando
- Amanhã antes de sair uma enfermeira vem aqui para colocar outro curativo
- Ela vai precisar de mais algum remédio doutor?
- Não vai ser necessário, a enfermeira já está trazendo e tente descansar para recuperar suas energias
- Ta bom – ele saiu do quarto
Minha mãe começou a cariciar meus cabelos
- Filha por que você me deu esse susto?
- Não fiz por mal…
-Colocando sua vida em risco mais uma vez, até parece que eu não te ensinei a atravessa a pista
- Mãe eu era uma piralha quando me ensinou
- Um piralha que era muito esperta
- Ta me chamando de burra?
- Não, eu to falando quanto mais você cresce mais problemas aparecem – rimos
Uma enfermeira entrou no quarto com uma pequena bandeja com um copo com água e um comprimido. Depois de já tomado o comprimido minha mãe ligou para o Franco avisando o acontecimento a Alice como sempre ficou desesperada e quis por que quis falar comigo, conversamos um pouco e depois eu dormir devido ao remédio.
16 de Junho – sábado – 14:27
Estava me casa com visitas, a Becky que está grávida e veio passar as férias ao lado da minha maninha, a Márcia e o Téo que vieram assistir um filme junto à galera que já deve está chegando. A Carla pediu para o Téo ajudar a consertar o seu notebook que estava com algum problema besta, a Becky estava no seu quarto (de hospedes) com seu namorado (o Vicente) e a Márcia pediu para me ajudar a preparar a pipoca, como eu nunca fui bom com a cozinha aceitei sua ajuda. Após preparar tudo eu peguei uma bandeja com os copos, depois iria buscar a bebida. A campa ia tocou e eu a Márcia já tínhamos preparado tudo então levamos para sala encontrando a galera na porta o Tomás, a Alice, o Pedro entraram quando a Roberta pisou na entrada da porta e saiu correndo. Sei que não era para fazer isso
- Segura aqui - Entreguei a bandeja para o Tomás que estava mais próximo de mim e sai correndo atrás dela.
A Roberta estava andando rápido e vinha uma moto em alta velocidade em sua direção e eu gritei seu nome ela olhou para o lado e então corri até ela e a empurrei a levando longe, a moto me atropelou.